por fmr em 20 de Fevereiro de 2010
Caros Amigos ,
Foi uma grande honra ter-vos como meus leitores interactivos, partilhando ideias, emoções, utopias e vontades.
Agradeço-vos com gratidão e espero ter correspondido às vossas interrogações e aspirações.
Nem sempre é facil comunicar, pois, a linguagem é complexa subjectiva e às vezes traiçoeira.
Gostaria de agradecer aqui ao Rui Gato, um jovem da nova imprensa que me convidou e me acolheu aqui durante este tempo todo. Foi para mim uma grande satisfação conviver com o Rui Gato. E peço-lhe desculpa pela forma como me despeço aqui. Sei que ele não está a contar com a minha decisão…Mas tenho imenso trabalho pela frente e as minhas forças estão direccionadas para outros horizontes…
Estou a acabar vários projectos editoriais que me ocupam muito tempo e energia.
E também corro o risco de estar a mais por estes lados…E parece-me que já disse o que devia e o que queria. Não vale apena bater no ceguinho, como se diz na nossa terra.
Aceitem um grande abraço deste amigo arouquense
fernando matos rodrigues
Nota: Este Blog “FIM DA LINHA” vai ser interrompido durante os proximos sete meses. Depois, vamos ver o que acontece.
por fmr em 17 de Fevereiro de 2010
Ao ver os desfiles carnavalescos na Vila de Arouca, constatei alguma tristeza e depressão na pequena sociedade arouquense. Um misto de espaço rural e urbano periférico, decadente esteticamente e socialmente pouco crítico. De salientar, algumas referências sociais e ecológicas sobre a Terra em torno de uma pedreira supostamente ilegal e um centro de saúde por inaugurar e não servir os interesses da saúde do povo de Arouca.
Um palanque sem qualidade estética, foleiro, pimba ao cimo da Praça, com as figuras do poder local, seus legitimos representantes e o povo a desfilar silenciosamente pela Avenida central da vila de Arouca.
Tudo muito triste, enfadonho, sem alegria e colorido. Mesmo à imagem de um poder local também ele cinzento, triste, vazio e estéticamente pimba.
Arouca deixou de ser aquela Terra progressista e culta de outrora.
Arouca transformou-se num deserto de civilização e de progresso. É uma espécie de parque temático da estupidez e da ignorância. Governada sem alma, sem cor, sem brilho. O nosso povo anda triste, doente, pobre, falido, abandonado pelo Estado e pelo Desenvolvimento…
Uma terra sem utopia, sem futuro, sem horizonte.
Estamos verdadeiramente no FIM DA LINHA.
Arouca perdeu as suas gerações mais dinâmicas, instruídas, inteligentes….E agora, governada por um grupo de homens sem dimensão social e cultural, Arouca regressa ao passado da nostalgia, da pobreza, da animação tipo os teatrinhos deprimentes do antigo Centro Juvenil Saleziano. Animando serões, com rábulas reacionárias, decadentes e ao serviço de uma Igreja Local parada e sem modernidade.
Arouca parou, mas mais do que isso Arouca regrediu no tempo e no modo.
Pobre terra.
Pobre povo.
Pobre Arouca.
do
fmr
por fmr em 13 de Fevereiro de 2010
A política portuguesa está cada vez pior. Sem dimensão, sem maturidade, sem sapiência. Os dois maiores partidos nacionais (PS e PSD) encontram-se numa situação de grande perplexidade e indefinição de lideranças alternativas, maduras e sustentáveis. A política portuguesa está numa situação de grande insustentábilidade ideológica e programática. Não encontramos os homens de estado com vontade de liderar o país a partir dos directórios partidários. As élites abandonaram os partidos e deixaram o espaço vazio aos mais espertos, mexidos e furões. Não existe neste momento, um conjunto de homens com dimensão de estado dentro do aparelho dos partidos nacionais. A juventude partidária fez carreira, ocupou as estruturas locais e distritais dos partidos e governam o país e instrumentalizam de forma esperta os directórios nacionais. É uma espécie de balcanização à portuguesa da vida partidária, muito à semelhança dos mafiosi italianos.
Nesta esfera de influência político-partidária entra de tudo, corrupção, caciquismo, instrumentalização e manipulação de pessoas, empresas, negócios imobiliários, …. de tudo um pouco.
Perante esta situação de vazio, de deserto de ideias, de programas e de propostas alternativas, o meu país vai agoniando abraços com uma crise estrutural, que muitos erradamente classificam de conjuntural e efémera. Mas, na melhor das hipoteses, segundo alguns Relatórios Internacionais, esta crise vai-se prolongar até às décadas de 20 e 30 deste século, isto é, lá para finais de 2025 a 2030.
O nosso país, erradamente ainda não identificou o problema, a doença ainda não foi diagnosticada, o que levanta sérias preocupações como vamos enfrentar as próximas décadas. Quando Portugal não soube preparar a economia, a sociedade, o território para os novos e profundos desafios deste século XXI.
O facto de sermos governados por uma classe política mediocre, eleitoralista, demagogica e populista, não abona nada em beneficio do nosso futuro. Recordo que em 2oo4 convidei a responsável europeia para uma apresentação de um conjunto de Propostas de Desenvolvimento Turístico no Douro, e aquando da nossa viagem da cidade do Porto para a região do Douro, ela de forma apreensiva colocava esta questão, “Como é possível Portugal estar neste esatado caótico de ordenamento territorial”, tendo em conta os fundos europeus para a região. No fundo, a nossa classe política não estava preparada para gerir a nossa adesão à União Europeia. Os interesses, os dinheiros fáceis, a vontade de enriquecer de pressa, as ligações a interesses especulativos e financeiros renegaram para segundo ou terçeiro plano o Estado, a Nação e o Bem Público.
As privatizações, se necessárias foram na realidade uma forma de colocar na mão de amigos, poderes e dinheiros que o Estado alienou de forma irresponsável e negligente. Um crime contra o Estado e o Interesse Público. De que a actual FACE OCULTA, é mais um dos seus tentaculos perniciosos de ligação entre o Estado e os especuladores financeiros. Os partidos portugueses, são corruptos, são instrumentos ao serviço dos poderes económicos e financeiros globalizados, a partir dos quais governam, distribuem negócios, obras públicas (algumas delas de necessidade duvidosa) que servem para alimentar máquinas de poderes muito pouco sérios e transparentes. Lembremo-nos, das preocupaçoes do antigo ministro João Cravinho.
do fmr
por fmr em 9 de Fevereiro de 2010
Políticos de Papelão.
Reciclar, queimar, limpar e oxigenar o sistema.
Palavras, ocas, discursos vazios, oratórias vicentinas e o povo que se lixe.
Políticos de Papelão,
Enganos, surtidos vários, gostos amargos
Biscoito inglês e chã das três.
Políticos de Papelão,
Governar, com notas de algibeira,
Projectos de estadão, casas e palácios,
Mordomias e limusines de luxo
Los Angeles,
Las Vegas,
Casinos, jogo, prostituição
Escutas, redes, negócios e almas perdidas
variantes da variante,
Amanhã,
Depois,
Já agora….
fica para depois
Quem sabe
aposta nos Políticos de papelão….
Nota: Dedicado ao Presidente Neves e ao Primeiro Ministro José Socrates.
com um abraço do
fmr
por fmr em 7 de Fevereiro de 2010

A Nação Portuguesa atravessa uma situação de verdadeira balcanização social e política. A instrumentalização e a manipulação de meios económicos e de recursos do Estado ao serviço de poderes difusos, a partir dos partidos políticos que governam o país, é uma realidade e um factor de profunda instabilidade democrática, bloqueando o próprio desenvolvimento social e económico do país.
Ao longo deste mandato socialista, a forma e a atitude de governar e de instrumentalizar a sociedade já ultrapassou todas as marcas do bom senso e da boa governabilidade. Este governo socialista enveredou pelos tiques do autoritarismo, da intimidação, da assistencialidade desde as esferas nacionais até as esferas do poder local. Temos um primeiro ministro sem dimensão de estado, sem estrutura social e política. Aliás, o que se esperava de um individuo, que completa uma licenciatura durante um fim de semana, que se envolveu em todas e mais algumas trapalhadas no Ministério do Ambiente. E agora, bateu mesmo no fundo. Um homem que vive para a comunicação, que trabalha para a imagem, que seduz pela manipulação do discurso fácil e demagógico.
Este governo fez úso de todos os possíveis e imaginários instrumentos para seduzir e intimidar adversários, cidadãos, homens e mulheres. Ao longo destes anos manipulou, usurpou, abusou, dominou, colocou, deu, retirou, distribuiu, secou, regou…um verdadeiro tirano à moda da América Latina.
Enfraqueceu a Justiça, desautorizou a Escola, secundarizou a Política, enfraqueceu a Sociedade Civil, caçou liberdades e garantias, balcanizou os partidos e a política. Um Primeiro Ministro e um Secretário Geral de um Partido Socialista que pulvirizou a luta interna e estigmatizou os adversários internos…Reduziu a política e a participação dos sociaslistas a uma espécie de teleponto político. Onde o vazio e a banalidade das ideias era alimentada pela máquina da propaganda e dos comícios à Americana.
Esta doença, este cancro foi entendido como o modelo de fazer política e de governar. Consequentemente, apareceram os tiraninhos locais à imagem do big men de Lisboa, o chefe era o modelo e a referência.
A nível local assistimos e assiste-se aos mesmos tiques e modelos de acção política, utilizando os mesmos instrumentos e a mesma demagogia. Onde os governos locais de mãos dadas com o Poder Central do Senhor Sócrates idealizam modelos e formas de propaganda.
Em Arouca foi possível ver o Primeiro Ministro e o Presidente de Câmara a anunciar e a prometer uma obra aos arouquenses, sem o mínimo de pudor e de responsabilidade política. O importante é angariar votos e conservar e ampliar o poder. A instrumentalização, o caciquismo, o clientelismo aparece-nos de forma evidente e crua, sem nenhum pudor e vergonha.
Ao longos destes anos a política desde o presidente da Junta de Freguesia, ao Presidente de Câmara e chegando ao Poder Central. Fazer política tem sido sinónimo de instrumentalização, de corrupção, de caciquismo, de clientelismo. A governação não se exerce em prol do bem comum, do bem público e da sociedade em geral mas em função dos nossos interessee e dos nossos ganhos materiais. O exercício político está viciado e instrumentalizado. Esta realidade é facilmente constactável nos Orçamentos e nas Grandes Opções do Plano. Aí podemos ver o que se faz, que obras se executam e se mandam fazer, quem as faz e a forma como se pagam essas mesmas obras. Mais ainda, os PDMs dão-nos a conhecer os interesses e as instrumentalizações económicas e especulativas, muitas das vezes encobertas pelo INTERESSE PÚBLICO, CONSTRUINDO EM RESERVA ECOLÓGICA OU AGRÍCOLA, ABRINDO FRENTES DE ESPECULAÇÃO URBANA, em terrenos que até então não faziam parte desses pacotes de mercado. Tudo isto está visivel nestes instrumentos de planeamento à escala local e regional. Dando a ganhar milhões de euros pela transformação de solos de aptidão rural para solos urbanos. A partir daqui, foi possível transformar o nosso país e o nosso território numa estrutura insustentável e ingovernável.
As pessoas, os governantes estão identificados e têm nome e rosto público, é necessário criar na Estrutura do Estado um departamento de fiscalização e de criminalização com o apoio de técnicos e universitários que dominem os assuntos e possam produzir a prova suficiente para actuar de forma judicial e pedagógica. O nosso futuro reclama uma acção dura e eficaz no combate à corrupção e ao abuso do poder.
na esperança que este governo se demita em prol do Estado Democrático,
do fmr
por fmr em 2 de Fevereiro de 2010
caros leitores pedimos desculpa mas a ENTREVISTA com a Donna Abadessa Donatária do Real Mosteiro de Arouca, teve que ser cancelada, por motivos de pressão por parte de três ministros do Reino e secundados com o Ministro de Guerra, que ameaçou invadir Arouca, com um vaso de guerra que mandou colocar à entrada da foz do Rio Arda.
Lamenta-se o ocorrido, mas a viabilidade económico financeira do Real Mosteiro e seus Homens-Bons, depende da bondade do governo de Sua Majestade, José Socrates. E a Senhora Donatária não quer que nenhum habitante do Couto de Arouca sofra algum acidente, pois, levar com um vaso na tola é sempre desagradável e pode causar problemas de memória…
Em breve se dará mais noticias sobre tal acontecimento, que levou o abade confessor a mandar rezar 2000 missas na Igreja Conventual de Arouca, seguida de romaria até ao Calvário sito nos arrabaldes da dita vila do Real Couto de Arouca. Onde se realiazaram os sacrificios necessários para expiar e afastar as força do mal.
por fmr em 2 de Fevereiro de 2010

Sr Presidente sem a «Mae de Todas as Obras», só lhe resta fazer greve de fome à entrada dos Paços do Concelho, e demitir-se. Dê um sinal de dignidade política e prove que não é mais um dependente dos cofres do Estado.
Para quem de forma pública e expressa garantiu a todos os arouquenses que a obra era um dado e um facto garantido, não pode continuar a representar e a liderar os arouquenses. O senhor já não tem condições para governar Arouca. O Senhor é um presidente abandonado pelo seu primeiro ministro que veio a Arouca em Campanha Eleitoral para garantir os votos dos arouquenses que de forma solidária acreditaram em vós e votaram PS. Este governo local é uma farsa, uma mentira, uma nódoa na democracia local e nacional.
Os senhores enganaram Arouca.
Os senhores enganaram o Povo de Arouca.
Os senhores não podem governar Arouca. Não existem condições para exercer esse mandato. Na politica a mentira, a demagogia e o populismo enfraquecem a democracia e exigem uma atitude de reprovação popular.
Senhor Presidente retire-se da vida pública.
aceite um abraço do
fmr
por fmr em 1 de Fevereiro de 2010
Festejamos a nossa Républica com alguma pompa e circunstância.
Não foi uma festa de estadão, como se fazia noutras épocas. Foi uma comemoração triste, algo cinzenta e fora de moda.
A populaça não encheu as ruas como antigamente, nem deu vivas aos magnânimos representantes da Nossa Républica. O tempo estava frio, húmido e a chuva também participou com o seu ar de inverno. Fizeram-se discursos, lembraram-se nomes, ilustraram-se figuras, nomearam-se virtudes. Ouviram-se as mesmas palavras, os mesmos adjcetivos, as mesmas rectóricas. As oratórias estavam frouxas, timidas, recalcadas pela crise e pelos tempos dificeis que se vivem. Os pagodes estavam pouco iluminados, e de londe em longe, o apelo à memória, à história e ao mandato civico. Uma espécie de determinismo político que nos devia impulsionar contra ventos e marés. Uma espécie de loucura coléctiva, de maluquice nacional que fundamenta no passado, dito glorioso um fim, um destino progressista e républicano. Uma espécie de esquizofrenia nacional que recalcando a realidade e a frustração individual procura no pathos da nação uma força salvifica que cure os males e as desgraças dos portugueses. Uma espécie de receita mágica que transforme a mediocridade da républica numa ilha paradisíaca onde todos possam subir aos céus e escutar os sinos da divina providência.
No fundo, esta comemoração veio consagrar a revolução e a violência como um instrumento de transformação e de progresso nacional. Este atentado, este regicídio violento, macabro e fora de moda catapultou uma Nação Rural e oitocentista para um estado laico e républicano. Um punhado de homens de cartola e fato escuro pensaram, idealizaram e definiram as linhas mestras deste Estado que mais tarde se chamaria de Républica Portuguesa.
Hoje, passados estas décadas a nossa nação continua no seu rame-rame, no seu jejum diário, na sua luta, com rei ou sem rei, com presidente ou sem presidente. O povo é manso, mediocre, pacato e a républica é dócil e abrangente. Uma nação, Um Povo, Um território. Sem moeda, sem fronteiras, sem estado, sem politica nacional.
Festejar a Républica. Qual Républica?
Só se for a Républica das Bananas, como dizia o MEC (Miguel Esteve Cardoso), alguns anos atrás no Jornal O INDEPENDENTE.
por fmr em 30 de Janeiro de 2010
Sustentabilidade tornou-se um conceito, um termo recorrente quando se fala de desenvolvimento, planeamento e gestão turística. Na nossa Terra vamos assistindo a essa moda, que tem servido para classificar e justificar iniciativas locais do municipio ou de instituições público-privadas que em parcerias com a Câmara Municipal de Arouca, vão intervindo no território na área do ambiente, do património e do turismo, mas sempre numa lógica de animação e de programação de actividades turísticas. Sempre a juzante da estrutura ecológica que dá suporte à actividade turística.
Ao pensar o Turismo em Arouca, não nos podemos esquecer dos contributos do Relatório Brutland e dos contributos decisivos dos Encontros da Terra, no Rio de Janeiro em 1992, que estabeleceram um marco para a sustentabilidade, na forma de grandes acções estratégicas conhecida como AGENDA 21.
Neste contexto, o Turismo tem estado sob a luz dos holofotes da sustentabilidade porque a sua produção e consumo tendem a ter lugar em áreas onde os recursos naturais ou materiais são frágreis. Onde o ambiente e a cultura são usados como componentes principais do produto e oferta turística.
A partir, desta premissa, o Relatório Brutland (1987) definiu a sustentabilidade, como sendo “o atendimento das necessidades das gerações actuais, sem comprometer as gerações vindouras no acesso aos recursos naturais indispensáveis à qualidade de vida”.
Ao ter esta premissa como basica e indispensável ao desenvolvimento sustentável de uma sociedade, de uma comunidade e de um território. É sem duvida alguma, necessário e urgente identificar e ter presente que:
a) é necessário ter em conta uma abordagem holística para o planeamento e estratégia de gestão;
b) proteger o ambiente (biodiversidade) e a herança cultural;
c) preservar os processos ecológicos essenciais;
d) facilitar e promover a participação das pessoas;
e) assegurar que a produtividade possa ser sustentada numa lógica de longo alcance; e
f) permitir um melhor nível de equidade e de oportunidades entre diferentes países.
Estes princípios quando monitorizados e sujeitos a um diagnóstico de qualidade, denunciam como a hipocrisia tem acompanhado as instituições responsaveis pela aplicação e imposição destes principios fundamentais a um melhor planeta e a uma melhor e mais bonita Terra.
Em Arouca a hipocrísia política também tem sido o apanásio da intervenção autárquica no ambiente e no desenvolvimento concelhio. Mas, na realidade a situação é anacrónica e contraditória, se por um lado se fala em ambiente e sustentabilidade, as medidas propostas e as acções no terreno desmentem essa oratória política. No fundo, temos um discurso político ambientalista e uma acção política pouco ou nada amiga do ambiente e da sustentabilidade.
Vejamos, por exemplo algumas intervenções camarárias que colocam em causa o ambiente e a sustentabilidade do território concelhio:
1. a construção de equipamentos públicos em cima da reserva agrícola nacional, isto é, em zonas de solos agrícolas de classe A. É o caso do Pólo Escolar do Burgo;
Supermercados com autorização desta Câmara, Presidente e Vereação; estas situações colocam em causa o futuro e a qualidade de vida das novas gerações.
2.a concessão de estatutos de utilidade pública a algumas entidades privadas que podem conduzir a situações de grande complexidade futura na intervençao e na gestão ambiental;
3.a construção de praias fluviais sem se garantir a montante a qualidade do corredor ecológico e a qualidade da água. O Exemplo, muito grave de poluição dos rios Paiva, Paivó(a Este do concelho) e Arda ( a Oeste). Neste contexto, o Rio Paiva conta com 6 praias fluviais e 3 locais de prática de rafting, localizadas nos meandros que este rio apresenta. Sobre a qualidade da água do Rio Paiva o Relatório do PDM sobre Recursos Hídricos – Relatório Preliminar, (Abril/2000) afirma que «é de salientar a poluição ocorrente no Rio Paiva…Conforme já foi referido no capítulo da Qualidade da Água o Rio Paiva apresenta alguma poluição doméstica resultante das descargas indevidas e/ou não controladas de povoações a montante, nomeadamente Castro Daire»;
4. a aprovação de um PDM (Plano Director Municipal) em baixa densidade, que coloca sériamente em causa todo o modelo de sustentabilidade ambiental, ecológica e social do concelho de Arouca. Este sim, tem um rosto e um actor o actual Presidente de Câmara socialista, Engº Artur Neves. Esta sim será a principal causa de insustentabilidade do território arouquense. Patrocinada por uma Assembleia pouco ou nada consciente desta grave decisão. Pois, coloca em causa a qualidade de vida, do emprego e do ambiente em Arouca.
Enfim, torna-se urgente uma intervenção sensata e equilibrada no território e no ambiente de forma a devolver a Arouca um equilibrio ecológico que durante décadas de má gestão colocaram em causa a qualidade de vida de todos os arouquenses.
Os recursos locais são sem duvida fundamentais à qualidade de vida, ao desenvolvimento, à criação de emprego e ao progresso das sociedades. Assim, segundo os defensores do desenvolvimento sustentável, podemos categorizar os recuros em quatro tipos de reserva de capital:
1.Humano – a população, o bem-estar, a saúde, a força do trabalho, a base educacional e técnica;
2.Físico – capital produtivo, como maquinaria, equipamentos e construções;
3.Ambiental – recursos naturais e materiais, a biodiversidade;
4.Sociocultural – qualidade de vida, coesão social, fortalecimento, equidade, herança cultural.
Enfim, como podemos facilmente comprovar que o Turismo não é uma actividade que se enquadre facilmente num conceito de sustentabilidade. Claro que, uma coisa é o Turismo Internacional, de massas, de mercado ávido de consumir recursos ambientais e naturais e outra coisa, é o Turismo de Natureza, de pequena e média escala. Mas, mesmo aí, as duvidas são uma constante e os riscos também estão presentes. Em Arouca pensamos que não tem havido uma séria e profunda discussão do tema e a sua monitorização de forma a avaliar os impactos negativos da actividade turística no concelho e da necessidade de se estruturar a sua organizaçao e planificação noutros moldes e modelos mais amigos da Natureza e do Ambiente.
do fmr
por fmr em 25 de Janeiro de 2010
Foto: José Brito
Este paper com o titulo de “Montanha Mágica” é dedicado a todos aqueles e aquelas que olham para o turismo como uma actividade estúpida e refém de um mercado globalizado e excessivamente massificado por uma ideologia panfletária ao serviço de pequenos e redutores parques temáticos locais ou globais.
A nossa Terra, a nossa Arouca também faz parte deste reino da estupidez. Onde a mediocridade, a ignorância e a banalidade aparecem como os suportes efémeros de uma programação turística superficial ao serviço de um turista massificado e envolvido numa espécie de registo de grande banalidade social e cultural.
Nesta óptica de programar e organizar os recursos locais (ambientais, patrimoniais e culturais) numa estratégia de turismo de massas, Arouca perde singularidade, referentes antropológicos e ganha em banalidade e superficialidade.
Aliás, esta mediocridade é facilmente comprovada no Relatório sobre o Turismo, anexo ao PDM de Arouca, aprovado recentemente em Assembleia Municipal por maioria, com abstenções e votos contra. Os técnicos de turismo não estruturam a programação e a organização turística em valores de desenvolvimento sustentável, amigos da natureza e do ambiente.
Esta gente encontra-se a gerir a Nossa Terra, a Nossa Arouca….Como podem imaginar a situação pode ser de grande complexidade para o bem estar das gentes da nossa Terra… Não podemos acreditar. Não podemos confiar nesta gente, que olha para o território como o suporte de umas quantas e medíocres animações turísticas onde o património e o ambiente são uma espécie de cereja em cima do bolo.
um abraço do
fmr