O POLVO SOCIALISTA

por fmr em 7 de Fevereiro de 2010

A Nação Portuguesa atravessa uma situação de verdadeira balcanização social e política. A instrumentalização e a manipulação de meios económicos e de recursos do Estado ao serviço de poderes difusos, a partir dos partidos políticos que governam o país, é uma realidade e um factor de profunda instabilidade democrática, bloqueando o próprio desenvolvimento social e económico do país.

Ao longo deste mandato socialista, a forma e a atitude de governar e de instrumentalizar a sociedade já ultrapassou todas as marcas do bom senso e da boa governabilidade. Este governo socialista enveredou pelos tiques do autoritarismo, da intimidação, da assistencialidade desde as esferas nacionais até as esferas do poder local. Temos um primeiro ministro sem dimensão de estado, sem estrutura social e política. Aliás, o que se esperava de um individuo, que completa uma licenciatura durante um fim de semana, que se envolveu em todas e mais algumas trapalhadas no Ministério do Ambiente. E agora, bateu mesmo no fundo. Um homem que vive para a comunicação, que trabalha para a imagem, que seduz pela manipulação do discurso fácil e demagógico.

Este governo fez úso de todos os possíveis e imaginários instrumentos para seduzir e intimidar adversários, cidadãos, homens e mulheres. Ao longo destes anos manipulou, usurpou, abusou, dominou, colocou, deu, retirou, distribuiu, secou, regou…um verdadeiro tirano à moda da América Latina.

Enfraqueceu a Justiça, desautorizou a Escola, secundarizou a Política, enfraqueceu a Sociedade Civil, caçou liberdades e garantias, balcanizou os partidos e a política. Um Primeiro Ministro e um Secretário Geral de um Partido Socialista que pulvirizou a luta interna e estigmatizou os adversários internos…Reduziu a política e a participação dos sociaslistas a uma espécie de teleponto político. Onde o vazio e a banalidade das ideias era alimentada pela máquina da propaganda e dos comícios à Americana.

Esta doença, este cancro foi entendido como o modelo de fazer política e de governar. Consequentemente, apareceram os tiraninhos locais à imagem do big men de Lisboa, o chefe era o modelo e a referência.

A nível local assistimos e assiste-se aos mesmos tiques e modelos de acção política, utilizando os mesmos instrumentos e a mesma demagogia. Onde os governos locais de mãos dadas com o Poder Central do Senhor Sócrates idealizam modelos e formas de propaganda.

Em Arouca foi possível ver o Primeiro Ministro e o Presidente de Câmara a anunciar e a prometer uma obra aos arouquenses, sem o mínimo de pudor e de responsabilidade política. O importante é angariar votos e conservar e ampliar o poder. A instrumentalização, o caciquismo, o clientelismo aparece-nos de forma evidente e crua, sem nenhum pudor e vergonha.

Ao longos destes anos a política desde o presidente da Junta de Freguesia, ao Presidente de Câmara e chegando ao Poder Central. Fazer política tem sido sinónimo de instrumentalização, de corrupção, de caciquismo, de clientelismo. A governação não se exerce em prol do bem comum, do bem público e da sociedade em geral mas em função dos nossos interessee e dos nossos ganhos materiais. O exercício político está viciado e instrumentalizado. Esta realidade é facilmente constactável nos Orçamentos e nas Grandes Opções do Plano. Aí podemos ver o que se faz, que obras se executam e se mandam fazer, quem as faz e a forma como se pagam essas mesmas obras. Mais ainda, os PDMs dão-nos a conhecer os interesses e as instrumentalizações económicas e especulativas, muitas das vezes encobertas pelo INTERESSE PÚBLICO, CONSTRUINDO EM RESERVA ECOLÓGICA OU AGRÍCOLA, ABRINDO FRENTES DE ESPECULAÇÃO URBANA, em terrenos que até então não faziam parte desses pacotes de mercado. Tudo isto está visivel nestes instrumentos de planeamento à escala local e regional. Dando a ganhar milhões de euros pela transformação de solos de aptidão rural para solos urbanos. A partir daqui, foi possível transformar o nosso país e o nosso território numa estrutura insustentável e ingovernável.

As pessoas, os governantes estão identificados e têm nome e rosto público, é necessário criar na Estrutura do Estado um departamento de fiscalização e de criminalização com o apoio de técnicos e universitários que dominem os assuntos e possam produzir a prova suficiente para actuar de forma judicial e pedagógica. O nosso futuro reclama uma acção dura e eficaz no combate à corrupção e ao abuso do poder.

na esperança que este governo se demita em prol do Estado Democrático,

do fmr

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1 Norberto Castro 11 de Fevereiro de 2010 ás 16:36

Título premonitório, ou fontes ligadas ao “SOL”?
Gostei.

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2 fmr 14 de Fevereiro de 2010 ás 11:53

Caro amigo,
Nem uma coisa, nem outra.
Fontes ligadas ao aparelho socialista.

do fmr

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